Maria Gadú desabafa sobre carreira, questões de gênero e sobre o peso de ser lésbica

Maria Gadú
Maria Gadú desabafa sobre carreira, questões de gênero e sobre o peso de ser lésbica (Imagem: Reprodução / Globoplay)

Maria Gadú foi uma das convidadas do Altas Horas deste sábado (14) e falou de questões importantes sobre a pausa em sua carreira musical, questões de gênero e o peso de ser homossexual no Brasil, principalmente como uma pessoa pública.

Serginho Groismann iniciou o assunto e ouviu o seguinte da cantora: “A gente está vivendo um momento muito bélico de todas as questões que são caras para a nossa personalidade, nossa subjetividade. Eu acho que o gênero é uma questão muito mais profunda do que só binária… Homem ou mulher, sim e não, errado e certo“.

Gadú contou que percebe um pouco de hostilidade das pessoas: “Eu sofri um preconceito… Até por ser estigmatizada porque eu padronizo a sapatão de uma forma, o estigma da mulher homossexual. Essas aparições de que o gênero e a sexualidade está em tudo e em todos, é unitário de cada um e tem que ser respeitado, vem de todos os corajosos que se colocam como se é“.

Elogiando a força de Ludmilla por assumir um namoro lésbico, a artista continuou o discurso: “Acho muito triste a gente ter que chamar de coragem ser quem a gente é. Ainda é uma coisa que a gente tem que avançar. A gente não tem que precisar de coragem para amar. Estamos muito atrás. O Brasil é o país que mais mata homossexuais e transexuais no mundo“.

Por fim, Maria Gadú explicou porque está afastada de shows online e presenciais há aproximadamente 1 ano: “Eu estou dando um tempo dos palcos. Optei por estudar agora antropologia e história do Brasil e estou fazendo um trabalho com os indígenas, e [isso] demanda tempo, demanda energia“.

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