A Galleria Vittorio Emanuele II, um dos principais símbolos arquitetônicos de Milão, recebeu em 22 de setembro de 2026 a quinta edição do Vogue World. Com o nome de Vogue World 2026: Milano, o evento transformou o centro da cidade italiana em um palco para moda, música, dança, celebridades e referências à história da indústria criativa do país.
Mais do que uma apresentação de roupas, a programação foi estruturada como um espetáculo dividido em atos temáticos. A proposta percorreu diferentes momentos da criatividade italiana, partindo do artesanato associado ao Renascimento e avançando por temas como industrialização, inovação têxtil e as possibilidades futuras da moda.
Moda italiana contada em cinco atos
De acordo com a programação publicada pela Vogue, o Vogue World 2026: Milano foi concebido para aproximar a memória cultural italiana das linguagens contemporâneas da moda e do entretenimento. A divisão em atos ajudou a organizar uma narrativa que conectou técnicas artesanais, transformação industrial e novas formas de criação.
A presença de instituições ligadas às artes cênicas ampliou o caráter multidisciplinar da noite. O evento contou com colaborações do Teatro alla Scala e da Accademia Teatro alla Scala, reforçando a relação entre a moda, a dança e a tradição performática de Milão. A cobertura da Vogue Italia também destacou a organização da apresentação em cinco momentos temáticos.
Celebridades e passarela no centro de Milão
O tapete vermelho reuniu nomes conhecidos da música, do cinema e da moda internacional. Jennifer Lopez, Dakota Johnson, Naomi Campbell e Cardi B estiveram entre os convidados mencionados na cobertura do evento. A presença dessas personalidades ajudou a aproximar o patrimônio histórico da cidade da cultura pop global, uma das marcas do formato Vogue World.
Cardi B também participou da passarela usando um look da Versace. Outro destaque foi a apresentação do bailarino Roberto Bolle, realizada com figurinos desenvolvidos em parceria com a Ferrari. A combinação colocou no mesmo espetáculo referências da alta moda, da dança e do universo automotivo italiano, setores associados à projeção internacional do país.
As chegadas ao evento e os figurinos apresentados foram registrados pela Vogue, que reuniu imagens dos convidados e dos looks do tapete vermelho. Ainda assim, a proposta do Vogue World 2026: Milano foi além da observação individual das roupas, ao usar o cenário e a programação para apresentar uma visão mais ampla da cultura visual italiana.
Patrimônio histórico como parte do espetáculo
A escolha da Galleria Vittorio Emanuele II deu ao evento uma dimensão simbólica. Localizada no coração de Milão, a galeria combina arquitetura ornamentada, circulação de visitantes e forte reconhecimento turístico. Ao receber uma apresentação de alcance internacional, o espaço funcionou não apenas como cenário, mas como parte da narrativa sobre a permanência da tradição italiana na moda e no design.
Essa relação entre cidade e indústria criativa também reforçou o posicionamento de Milão como uma das capitais globais da moda. O evento articulou patrimônio, turismo, artesanato e entretenimento em uma mesma experiência, aproximando elementos históricos de uma audiência acostumada a acompanhar grandes acontecimentos de moda pelas redes sociais e pela imprensa internacional.
Um encerramento entre memória e tecnologia
O final da apresentação levou a combinação entre tradição e inovação para o campo visual. Mais de 6 mil objetos de papel foram projetados pelo estúdio LoveFrom, de Jony Ive, em uma intervenção inspirada na arquitetura e na identidade criativa de Milão.
Segundo a reportagem da Vogue sobre o encerramento, a instalação criou um efeito cênico marcado pelo movimento e pela repetição de formas. O uso do papel, material associado ao trabalho manual e à elaboração de ideias, ajudou a construir uma conclusão que dialogou com a história artesanal apresentada nos atos anteriores.
Com essa combinação de referências, o Vogue World 2026: Milano consolidou a proposta de transformar um evento de moda em uma experiência cultural ampla. A apresentação reuniu marcas, artistas, bailarinos e celebridades sem abandonar a conexão com a história de Milão. O resultado foi uma vitrine internacional para a tradição italiana, reinterpretada por meio da passarela, da música, da dança e da tecnologia visual.
Para a British Vogue, o evento também evidenciou como o Vogue World vem aproximando moda e artesanato em produções de grande escala. Em Milão, essa abordagem ganhou um significado particular: a cidade histórica serviu de ponto de encontro entre o passado da criação italiana e as novas possibilidades de apresentação da moda.