A London Fashion Week 2026 terminou em 21 de setembro com um balanço positivo para o mercado britânico de moda. Realizada em Londres, no Reino Unido, entre os dias 17 e 21 de setembro, a edição registrou crescimento de 19% na presença total de compradores credenciados e alta de 41% no número de compradores internacionais em comparação com a edição anterior.
Os dados foram divulgados pelo British Fashion Council, entidade responsável pela organização e pela apresentação do balanço oficial do evento. O resultado reforça a dimensão comercial da semana de moda londrina em um momento marcado pela combinação entre grifes tradicionais, novos talentos e formatos voltados ao varejo.
Retorno da McQueen e novos capítulos para marcas britânicas
Um dos principais acontecimentos da programação foi o retorno da McQueen ao calendário oficial da London Fashion Week. A presença da marca recuperou uma das referências mais reconhecidas da moda britânica no circuito do evento e se somou à participação de outras casas de destaque, como Burberry, Barbour, Emilia Wickstead, Erdem e Simone Rocha.
A edição também marcou a apresentação da primeira coleção de Christopher Kane para a Mulberry. O momento colocou em evidência uma nova etapa na relação entre o designer e a marca britânica, dentro de uma programação que buscou reunir nomes consolidados e propostas capazes de renovar o interesse internacional pela moda produzida no Reino Unido.
Outra estreia importante foi a da Marks & Spencer nas passarelas da London Fashion Week. A participação da varejista ampliou a presença do segmento de grande alcance no calendário oficial e foi associada ao modelo “see now, buy now”, estratégia que aproxima a apresentação da coleção da possibilidade de compra pelo consumidor.
Uma programação ampla em cinco dias
Ao todo, a London Fashion Week 2026 reuniu 47 desfiles, 23 apresentações, dez ativações digitais e 53 eventos noturnos. A variedade de formatos mostra que o evento não ficou restrito às passarelas tradicionais e incorporou diferentes maneiras de apresentar coleções, marcas e projetos ligados ao setor.
Essa estrutura também ajudou a distribuir a programação por experiências distintas, com apresentações presenciais, iniciativas digitais e encontros realizados no período noturno. No balanço divulgado ao fim da edição, o British Fashion Council destacou a amplitude do calendário e a presença de compradores de diferentes mercados.
O crescimento de 41% entre os compradores internacionais é especialmente relevante para um evento cuja influência depende da circulação de marcas e criadores para além do Reino Unido. Já a alta de 19% na presença total de compradores credenciados indica uma ampliação do interesse profissional pela temporada londrina, sem que o resultado seja separado da participação de grifes históricas e de estreantes.
Varejo, formatos digitais e moda de segunda mão
A aproximação com o consumidor apareceu em diferentes frentes da programação. Além da estreia da Marks & Spencer com o modelo “see now, buy now”, a edição contou com a participação do eBay em uma apresentação dedicada à moda de segunda mão. A iniciativa levou para o centro do calendário uma discussão ligada à circulação de peças e às novas formas de consumo fashion.
As ativações digitais também fizeram parte da agenda, com dez ações registradas no balanço oficial. Embora a semana de moda continue associada à apresentação de coleções, a presença desses formatos indica uma programação mais abrangente, capaz de alcançar públicos que acompanham o setor por canais além dos desfiles presenciais.
Com isso, a London Fashion Week 2026 apresentou uma combinação entre tradição e experimentação. De um lado, o retorno da McQueen e a presença de marcas como Burberry e Erdem reafirmaram o peso histórico de Londres. De outro, a estreia da Marks & Spencer, o uso de ativações digitais e a apresentação ligada à moda de segunda mão ampliaram o alcance do evento.
Novos nomes no calendário londrino
A renovação também esteve presente por meio de designers apoiados pelos programas BFC NEWGEN e Fashion East. O British Fashion Council destacou a participação desses novos nomes como parte do esforço para manter Londres como espaço de lançamento para talentos emergentes.
A presença de criadores em início de trajetória ao lado de marcas estabelecidas preserva uma das características centrais da semana de moda britânica: a capacidade de colocar diferentes estágios da indústria no mesmo calendário. Na edição de setembro de 2026, essa combinação apareceu associada a uma procura maior por parte de compradores internacionais.
Encerrada em 21 de setembro, a London Fashion Week 2026 deixou como principais marcas o retorno da McQueen, a chegada da Marks & Spencer às passarelas, a estreia de Christopher Kane na Mulberry e o crescimento do público profissional. O resultado apresentado pelo British Fashion Council posiciona a edição como um encontro entre herança britânica, novos talentos e estratégias voltadas ao futuro do mercado de moda.