Adriana Esteves revela por que não se permite repetir Carminha em Amor de Mãe

Adriana Esteves foi Carminha e hoje é Thelma em Amor de Mãe (Imagem: Divulgação – Globo / Montagem – RD1)

Adriana Esteves está interpretando mais uma vilã na novela Amor de Mãe, a perversa Thelma, mas tomou todos os cuidados possíveis para não repetir nada da memorável Carminha, de Avenida Brasil.

Em entrevista à Quem, a atriz explicou que não há nada em comum entre as duas: São personagens extremamente diferentes, de autores diferentes”. Em seguida, relembrou a última vilã que fez no horário nobre:

“Já fiz duas vilãs do João Emanuel Carneiro — a Carminha de Avenida Brasil e a Laureta de Segundo Sol — e ali, sim, minha preocupação foi maior. As duas eram filhas do mesmo autor”.

“Agora, o João e a Manuela [Dias, autora de Amor de Mãe] são completamente diferentes. Se elas ficassem parecidas, o erro seria meu. Eu que teria um problema por querer imprimir determinada personalidade”, explicou.

“Quando eu começo a fazer uma personagem, eu não penso muito se ela vai ser vilã ou mocinha. […] Gosto de pensar na pessoa. Tenho que ajudar a construir aquele ser humano”, declarou Adriana Esteves.

“Se é escrita de forma em que a personagem se humaniza, não é tão importante se ela fará vilanias ou não”, disse ainda. Dias atrás, ela contou uma tática para fazer personagens mal caráter.

Ela foi Carminha em Avenida Brasil (2012), Inês em Babilônia (2015), Laureta em Segundo Sol (2018), e contou que a vida equilibrada na vida real ajuda a se garantir no “desequilíbrio” de suas composições na dramaturgia.

“Tenho uma vida fora do trabalho que me preenche muito. O equilíbrio que busco em minha vida talvez seja o que me permita criar tanto desequilíbrio em minhas personagens”, disparou, em entrevista à revista Marie Claire.

“Durante o tempo de paralisação a Thelma ficou guardada dentro de mim. Voltar a gravar e conseguir finalizar a novela acabou sendo uma vitória pra todos nós envolvidos”, explicou a famosa, que falou sobre a recepção do público:

“Sinto que as pessoas gostam de ver personagens que fogem de uma ‘normalidade’, que nos levam para um lado lúdico. Acho que assim conseguimos fantasiar um pouco a vida”.

“Criar uma personagem exige que em algum lugar se tenha que exercitar empatia por vidas, sentimentos que não necessariamente temos dentro da gente. Thelma fez com que eu tivesse que estudar muito sobre isso”, explicou.

Sobre voltar a interpretar uma de suas personagens, Adriana Esteves não descartou: “Talvez eu nunca tenha me deparado com essa possibilidade. Se isso algum dia acontecer, uma segunda fase de uma série, uma continuação de uma novela, ou até mesmo de um filme, será um momento inédito em minha trajetória. Serão outros desafios. Quem sabe até muito interessantes…”.

Já com relação à pandemia sendo abordada na nova fase de Amor de Mãe, ela elogiou: “Uma forte característica de Amor de Mãe sempre foi seu realismo. Ela desde o início tinha por princípio revelar questões de nossa sociedade”.

“Quando nos deparamos com essa tragédia em nossas vidas, a pandemia, claro que Manuela iria trazê-la para nossa discussão. Ela trouxe para a ficção esta dura realidade. Teve fidelidade ao modelo de novela que ela criou”, refletiu.

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