As cicatrizes fazem parte de qualquer cirurgia e, quando o assunto é resultado estético, elas costumam ser a principal preocupação no pós-operatório. Como pontua o Dr. Haeckel Cabral, a boa cicatrização não depende apenas da técnica, mas de uma combinação de fatores do corpo e de cuidados ao longo do tempo. Se você quer entender o que realmente interfere na aparência final da cicatriz e tomar decisões mais seguras, continue a leitura e agende uma avaliação para alinhar expectativas com o seu caso.
Fatores que mais influenciam cor e pigmentação
A cor de uma cicatriz depende de inflamação, vascularização e resposta da pele. Em peles mais claras, a cicatriz pode ficar rosada por um período mais longo. Em peles com maior tendência a pigmentação, podem surgir áreas mais escuras ao redor ou sobre a cicatriz, especialmente quando há exposição solar precoce:
- Exposição ao sol: A radiação pode intensificar manchas e prolongar a vermelhidão.
Inflamação prolongada; - Coceira, atrito e irritação local podem manter a cicatriz mais ativa.;
- Tipo de pele: Algumas peles pigmentam com mais facilidade após qualquer agressão.
Para o Dr. Haeckel Cabral, o erro mais comum é subestimar o papel do sol. Mesmo quando a cicatriz está “fechada”, ela ainda está imatura e vulnerável a alteração de cor. Isso vale tanto para áreas expostas quanto para regiões que recebem luz indireta no dia a dia.
O padrão de pele muda o risco de marca mais visível?
Nem todo lugar do corpo cicatriza igual. Regiões com pele mais espessa, maior tração e grande mobilidade tendem a ter cicatrizes mais aparentes. Em contrapartida, áreas com menor tensão e bom suporte podem evoluir com marcas mais discretas.
O mesmo vale para padrões individuais. Algumas pessoas têm tendência a cicatrizar com mais colágeno e criar relevo. Outras tendem a cicatrizes mais finas, porém com alteração de cor mais persistente. À luz dessa realidade, um planejamento adequado considera o local da incisão, a direção do corte em relação às linhas naturais da pele e a expectativa estética do paciente.

Cuidados que favorecem um resultado mais discreto
Cuidado não é truque, é consistência. Com o propósito de favorecer uma boa evolução, entram ações simples, mas feitas no tempo certo.
- Proteção solar: Mantém cor mais uniforme e reduz risco de escurecimento;
- Hidratação e cuidado com a pele: Ajuda o conforto e reduz a irritação local;
- Redução de tensão: Evita estiramento excessivo no início da cicatrização;
- Acompanhamento médico: Permite identificar cedo sinais de inflamação ou espessamento.
Conforme indica o Dr. Haeckel Cabral, o acompanhamento é decisivo porque cada cicatriz “fala” de um jeito. Em alguns casos, sinais iniciais de espessamento podem ser manejados de forma mais eficiente quando percebidos cedo, antes de a cicatriz consolidar um padrão mais elevado.
O que é possível prometer com responsabilidade?
É importante ter clareza: não existe promessa de “cicatriz invisível” em cirurgia. O que existe é técnica bem executada, indicação correta e um plano de cuidados que aumente a chance de uma cicatriz fina, clara e bem posicionada.
A melhor abordagem é realista. A cicatriz melhora com o tempo, mas depende de como o corpo responde e de como você conduz o pós-operatório. Como ressalta o Dr. Haeckel Cabral, é importante tomar decisões com base em previsibilidade, e não em expectativa idealizada.
Cicatrizes: Método, acompanhamento e tempo
Como resume o Dr. Haeckel Cabral, a aparência final das cicatrizes é definida por fatores biológicos, local da incisão, tensão na pele, exposição solar e consistência de cuidados no pós-operatório. A melhor forma de proteger o seu resultado é entender que cicatriz é um processo, não um instante, e que pequenas escolhas diárias influenciam cor e espessura.
Autor: Romanov Brown